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A escolha das Sete Maravilhas de Portugal foi uma iniciativa
apoiada pelo Ministério da Cultura de Portugal e organizada
pelo consórcio composto por Y&R Brands S.A. e Realizar
S.A. que visou eleger os sete monumentos mais relevantes do património
português.
A
escolha foi baseada em 793 monumentos nacionais classificados pelo
IPPAR, à qual foi feita uma primeira selecção,
realizada por peritos e da qual resultou uma lista de setenta e
sete monumentos. Seguidamente foi feita uma nova escolha, realizada
por um Conselho de Notáveis composto por personalidades de
diversos quadrantes de onde saíram os vinte e um monumentos
finalistas.
A
partir de 7 de Dezembro de 2006 e durante sete meses, foi disponibilizada,
via internet, telefone e sms, entre outros meios, a votação
que viria a eleger os sete monumentos preferidos dos portugueses.
No
dia 7 de Julho de 2007 foi feita a divulgação da Declaração
Universal das novas sete maravilhas do mundo, tendo como palco o
estádio do Sport Lisboa e Benfica em Lisboa onde foram apresentadas
também as Sete Maravilhas de Portugal.
As
Sete Maravilhas de Portugal
Castelo
de Guimarães
O Castelo de Guimarães localiza-se na cidade de mesmo nome,
freguesia de Oliveira do Castelo, Concelho de Guimarães,
Distrito de Braga, em Portugal.
Em
posição dominante, sobranceiro ao Campo de São
Mamede, este monumento encontra-se ligado à fundação
do Condado Portucalense e às lutas da independência
de Portugal, sendo designado popularmente como berço da nacionalidade.
De acordo com a tradição, aqui nasceu o primeiro rei
de Portugal, D. Afonso Henriques (1112-85). A pia onde se afirma
ter sido baptizado encontra-se na capela românica da Igreja
de São Miguel da Oliveira, no sector Oeste do castelo.
Castelo
de Óbidos
O Castelo de Óbidos localiza-se na vila de mesmo nome, Freguesia
de Santa Maria, Concelho de Óbidos, Distrito de Leiria, em
Portugal.
Exemplo da fortificação medieval portuguesa, erguido
sobre um pequeno monte, outrora à beira mar, domina a planície
envolvente e o rio Arnóia, a Leste. Fruto de diversas intervenções
arquitetônicas ao longo dos séculos, integra o conjunto
da vila, que preserva as suas característas medievais de
maneira quase que cenográfica.
Mosteiro
da Batalha
O
Convento de Santa Maria da Vitória (mais conhecido como Mosteiro
da Batalha) situa-se na Batalha, Portugal, e foi mandado edificar
por D. João I como agradecimento do auxílio divino
e celebração da vitória na Batalha de Aljubarrota.
Em 1388 já ali viviam os primeiros dominicanos. É
considerado património mundial pela UNESCO.
Em planta de cruz latina, a igreja revela o apego à tradição
do gótico mendicante português. Trata-se de um templo
de 3 naves, com transepto pronunciado e cinco capelas na cabeceira,
sendo as laterais de igual profundidade (as mais interiores no enfiamento
das colaterais; as exteriores deitando para o braço final
do transepto), todas elas precedidas de um tramo recto (ligeiramente
prolongado na capela-mor).
Mosteiro
de Alcobaça
O
Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (também conhecido
como Mosteiro de Alcobaça, é a primeira obra plenamente
gótica erguida em solo português. Foi fundado em 1178
pelos monges de cister. É considerado património mundial
pela UNESCO.
Trata-se de uma estrutura de planta em cruz latina. A actual fachada
é do século XVIII, restando do gótico primitivo
o portal de arcos ogivais e o arco da rosácea. A concepção
arquitectónica deste monumento, desprovida de decoração
e sem imagens, como ordenava a Ordem de Cister, apresenta uma grandiosidade
e beleza indiscutíveis. As naves central e laterais são
inteiramente abobadadas, praticamente da mesma altura, dão
a sensação de amplo espaço, a que o processo
de iluminação, românico ainda, dá pouca
luz e o torna maior. As naves laterais prolongam-se pelo deambulatório,
e da charola irradiam nove capelas que acompanham a ábside
circular, iluminada por frestas altas, o que realça o altar-mor.
Mosteiro
dos Jerônimos
AMonumento à riqueza dos Descobrimentos, o Mosteiro dos Jerónimos
situa-se em Belém, Lisboa, à entrada do Rio Tejo.
Constitui o ponto mais alto da arquitectura manuelina e o mais notável
conjunto monástico do século XVI em Portugal e uma
das principais igrejas-salão da Europa.
Destacam-se o seu claustro, completo em 1544, e a porta sul, de
complexo desenho geométrico, virada para o rio Tejo. Os elementos
decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação
e de esculturas de plantas e animais exóticos.
O monumento é considerado património mundial pela
UNESCO.
Palácio
Nacional da Pena
O Palácio Nacional da Pena, também conhecido simplesmente
por Palácio da Pena ou por Castelo da Pena, localizado na
histórica vila de Sintra, representa uma das melhores expressões
do Romantismo arquitectónico do século XIX em Portugal.
Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e a mistura
de estilos que ostenta (neo-gótico, neo-manuelino, neo-islâmico,
neo-renascentista, com outras sugestões artísticas
como a indiana) é verdadeiramente intencional, na medida
em que a mentalidade romântica do século XIX dedicava
um fascínio invulgar ao exotismo.
Durante o reinado de D. Carlos I, a família real ocupou com
frequência o palácio.
Em 1889, o Estado comprou o complexo que, em 1910, com a implantação
da República, foi transformado em museu, com a designação
oficial de Palácio Nacional da Pena'. Aqui a rainha D. Amélia
passou a última noite antes de partir para o exílio.
Torre
de Belém
A Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos
da cidade de Lisboa. Localiza-se na margem direita do rio Tejo,
onde existiu outrora a praia de Belém. Inicialmente cercada
pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente
foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à
terra firme.
Esta fortificação integrava o plano defensivo da barra
do rio Tejo projetado à época de D. João II
(1481-95), integrado na margem direita do rio pelo Baluarte de Cascais
e, na esquerda, pelo Baluarte da Caparica.
O monumento, terminado em 1520, reflete influências islâmicas
e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da
tradição medieval das torres de menagem, ensaiando
um dos primeiros baluartes para artilharia no país.
Parte da sua beleza reside na decoração exterior,
adornada com cordas e nós esculpidas em pedra, galerias abertas,
torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos
decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos
naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações.
O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu
como armaria e prisão, é muito austero.
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