Fortaleza de São José de Macapá (AP)

A Fortaleza de São José de Macapá localiza-se numa ponta de terra à margem esquerda do rio Amazonas, na cidade de Macapá, no estado do Amapá, no Brasil.

Testemunha do vasto projeto de defesa da Amazônia desenvolvido pelo Marquês de Pombal as suas dimensões são comparáveis às do Real Forte Príncipe da Beira.

A construção da Fortaleza de São José de Macapá já fazia parte dos planos do Governador Mendonça Furtado, desde a criação da então povoação de Macapá (1751). Para dar solução definitiva à fortificação da barra norte do rio Amazonas, o Governador Fernando da Costa de Ataíde Teive, dirigiu-se à vila de São José do Macapá, onde, a 2 de janeiro de 1764, em companhia do Engenheiro Henrique Antônio Galluzzi, examinou o terreno e aprovou a planta geral da nova fortaleza. Quase 6 meses mais tarde, em 29 de junho, foi lançada a pedra fundamental.

O falecimento do rei D. José (1750-1777), e a exoneração do Marquês de Pombal por D. Maria I (1777-1816), trouxeram como reflexo sérias restrições orçamentárias, fazendo com que a inauguração da fortaleza só viesse a ocorrer, com as obras complementares ainda pendentes de realização, a 19 de março de 1782, dia do seu padroeiro, São José.

O conjunto da fortaleza ocupa 84.000 m² com baluartes pentagonais nos vértices, sob a invocação respectivamente de Nossa Senhora da Conceição, São José, São Pedro e Madre de Deus. Suas muralhas têm oito metros de altura em alvenaria de pedra e cal, arrematadas por cantaria nos ângulos salientes. O recinto da praça é um quadrado perfeito, onde se acham os oito prédios principais: "Quartel da Tropa", Hospital, "Casa do Capelão", Capela, "Casa do Comandante", "Paiol da Pólvora", "Casa da Palamenta" e "Casa da Farinha". No centro da praça há uma cisterna abobadada para esgoto das águas e sob o terrapleno ficam as casernas com sólidas abóbadas para quartel da tropa, cozinha, prisões, etc.

Apesar de jamais ter entrado em combate desde a sua inauguração em 1782, a fortificação cumpriu seu papel de dissuasora, consolidando e mantendo segura a extensão territorial do norte do país juntamente com as outras fortalezas da região.

Reconhecendo a sua importância histórica e arquitetônica, o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) procedeu-lhe o tombamento, com todos os seus bens, em 22 de março de 1950.