Ilha Fiscal (RJ)

A Ilha Fiscal está situada no interior da Baía de Guanabara, fronteira ao centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Seu atual nome provém do fato de ali ter funcionado o posto da Guarda Fiscal, que atendia o porto da então Capital, no século XIX.

A ilha celebrizou-se por ter abrigado o famoso baile da Ilha Fiscal, a última grande festa do Império antes da proclamação da República, em Novembro de 1889. Atualmente abriga um museu histórico-cultural, mantido pela Marinha do Brasil.

A decisão da construção da edificação, assim como do seu estilo arquitetônico foram do Imperador D. Pedro II, tendo em conta não denegrir a beleza da paisagem da Serra do Mar. À época, o Imperador referia-se ao local como: "A ilha é um delicado estojo, digno de uma brilhante jóia".

Optou-se assim por um pequeno castelo em estilo gótico-provençal. O projeto foi contemplado com a Medalha de Ouro na exposição da Academia Imperial de Belas Artes.

A representação heráldica dos vitrais coloridos a fogo e confeccionados de cristal inglês mostravam o Imperador, ladeado entre os brasões genealógicos da Casa Imperial Brasileira e da Casa de Saxônia, e a Princesa Isabel, ladeada entre os brasões da Casa Imperial Brasileira e a Casa de Orléans.

A sacada é um apêndice à sala destinada ao chefe da aduana, e possui piso em madeiras de lei brasileiras formando um grande mosaico com o desenho da rosa dos ventos. Foi confeccionado com madeira de quatorze diferentes espécies, algumas extintas como: amendoim, pau-brasil, pau-cetim, peroba-do-campo, tremida, raiz de imbuia e roxinho; outras em extinção como: jacarandás da Bahia, do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de Minas Gerais; outras ainda disponíveis como: canela, imbuia, garapa, pau-marfim, peroba-do-campo e sucupira. Esta obra foi executada pela firma Moreira & Carvalho utilizando a técnica portuguesa de marchetaria.