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Santuário de Bom Jesus de Matosinhos (MG)
Entre
os católicos fervorosos, nada mais comum que pagar a graça
alcançada com uma obra. Mas poucas chegam aos pés
do santuário encomendado, em 1757, pelo português Feliciano
Mendes. A capela-mor de Bom Jesus, escadarias, um terraço
decorado com 12 estátuas de profetas e sete outras capelas
formam essa construção, que levou quase 50 anos para
ficar pronta.
Curado
de uma doença grave, o português contratou ninguém
menos que Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho,
já velho e doente, para tocar essa obra monumental, que o
colocaria definitivamente no rol dos maiores artistas brasileiros.
A
suntuosa capela-mor, com sua decoração rococó,
de inspiração italiana, marcou a primeira etapa da
construção, finalizada em 1773. Seguiram-se a ela
as sete outras capelas, cada uma com a representação
de um passo da Paixão de Cristo. Esculpidas em madeira, em
tamanho natural, as peças da via-sacra foram pintadas por
outro expoente do barroco mineiro, o mestre Ataíde. Finalmente,
entre 1800 e 1805, foram feitas as doze esculturas em pedra-sabão,
situadas na entrada da Capela de Bom Jesus. O caprichado acabamento
e a expressividade de cada um dos profetas - Isaías, Baruc,
Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias,
Jonas, Naum e Habacuc - completam o cenário grandioso.
São
66 figuras de cedro, em tamanho natural, que representam as cenas
da Paixão, expostas nas capelas da Via Crucis. Elas levam
ao topo de uma colina, onde estão os 12 profetas, de pedra-sabão,
também em tamanho natural.

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